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Análise Semanal: Shuumatsu no Izetta #08


Um episódio sensacional que conseguiu trabalhar bem os seus focos e construiu uma excelente critica a utopias!

 Clique aqui para ver a análise dos episódios anteriores de Shuumatsu no Izetta

O episódio começa com o Ricelt se preparando para se infiltrar no território inimigo por meio de um avião e além disso ainda pulou de paraquedas. Sendo bem sincero, a parte de saltar de paraquedas é aceitável, o problema é como um avião do Império Germânico entra em território inimigo com tamanha facilidade? Como o anime não se explica direito, a suposição mais coerente é que ele pulou antes de entrarem no território inimigo e seguiu viagem andando. O ponto interessante desse momento é a exposição da lenda da bruxa branca, a forma como essa lenda impacta em toda a construção que viria a ser feita no episódio foi sensacional e essa introdução no começo, criando uma relação entre ela e o Ricelt foi muito bem usada dentro do episódio e coerente com a situação em que ele estava.



Enquanto isso, Finé e Izetta se preparavam para uma festa. E dentro dessa festa tivemos uma participação inusitada, que foi o Berkman aparecendo junto de uma garota(aparentemente é a cobaia que estava encapsulada). O intrigante mesmo foi a atitude dela de morder o lábio da Izetta para tomar um pouco do seu sangue, aparentemente é o sangue que o Ricelt leva consigo. Apesar do episódio apresentar as situações como acontecendo em paralelo, pode ser que a festa tenha acontecido antes da tentativa de invasão e o Ricelt levou com ele o sangue misturado da cobaia com a Izetta ou o mais provável, que aquele sangue era simplesmente da cobaia.



O episódio prosseguiu com o foco em desenvolver o Ricelt, um personagem secundário que não tinha um papel importante na obra, sua única função era contracenar com o Berkman. No entanto, ele foi muito bem aproveitado dentro desse episódio, a forma como ele foi encaixado como um protagonista no episódio, permitiu transparecer um ponto de vista diferente sobre a sociedade daquele país. Além disso, o papel que ele assumiu com relação a Bianca agregou e muito os diálogos e a construção ideológica da sociedade, criando uma dualidade com os personagens e desenvolvendo ambos. Tanto que a câmara subterrânea do castelo veio a reagir ao sangue que tinha sido levado e usado para abrir uma porta oculta.

O ponto principal do episódio foi a cena no castelo, após o espião fugir com os itens que encontraram e o Ricelt ir até "cobertura" do castelo ele vem a se encontrar com a Bianca que estava perseguindo-o. A cena tem uma base chave para ela, que é a junção de todos os conceitos vistos no episódio sendo jogados na cara do espectador de forma direta, fazendo uso de um dialogo mais reflexivo e desconstruindo a utopia que a bianca acredita. Um dos pontos positivos da cena é a sua construção, os diálogos por si só era o suficiente para trazer uma carga dramática para a situação, mas a forma como os personagens agiam, as suas faces e ambientação do local trouxeram mais impacto. E por fim a trilha sonora que conseguiu descarregar todo o sentimento retratado na situação, o peso de cada palavra proferida pelo personagem estava presente na canção e mesmo sendo utilizada apenas no ápice da situação, conseguiu causar o impacto necessário. Por fim, o espião foi morto na fuga, porém o velhinho que transportou eles(aparentemente sem saber), recolheu a câmera com as fotos do mapa das linhas ley e a joia.




E para finalizar, a Finé consegue contar com a "ajuda" dos USA, no qual, o embaixador disse que vão enviar tropas para a Europa. No entanto, a ideia é destruir tanto o Império Germânico, como o ducado de Eylstadt. A partir desse momento a obra parece que vai seguir um rumo mais realístico e brutal da situação, depois dessa sequência de episódios mais pesados e com um teor mais critico, parece que a obra vai adquirir uma face mais pesada e tenha um final distópico. Assim como o Ricelt disse sobre a situação dele e da Bianca. 


Extras:


Umas das reflexões mais válidas do Ricelt é quanto estar em meio a aqueles que ele considera inimigo, a forma como a situação afeta ele psicologicamente é sensacional, toda a construção dos seus diálogos é tão vivido que embasam perfeitamente a relação dele com a Bianca(mataram meu ship!). 



Como já foi dito o anime é uma releitura da segunda guerra mundial, e constrói os sistemas políticos baseados na monarquia, porém temos a primeira exceção que é os USA, com a sua Democracia. E aparentemente vai ter um papel de vilão na obra.




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