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3-Gatsu no Lion #10 | Análise Semanal




A hora do desenvolvimento chegou. Mais e mais Kyouko aparece para acabar com o psicológico de Rei com suas devidas pressões. A garota nada mais é do que uma grande sádica venenosa - engraçado, eu disse isso há semanas atrás e até mesmo no anime usaram desta mesma palavra para descrevê-lá - que usa seu charme devasso para atrair suas presas; Rei não tem culpa de absolutamente nada, e ainda assim sofre genuinamente. Não tem culpa por seu pai adotivo que desde o começo o incentivou para com o Shogi, machucando seus irmãos que tinham completa inveja do adotivo. Não tem culpa se o seu novo adversário aparentava cansado demais para pensar em tantas possibilidades para vencer, ao ponto de aceitar facilmente a derrota.


Essa partida foi tensa a um nível grandioso. A trilha sonora por trás foi pesada e impiedosa, demonstrou ligeiramente o sofrimento e quão doloroso era cada gesto e expressões do adversário que não estava seguro de si, e por isso perdeu. Kiriyama não sentiu praticamente nada do amor de sua família no natal daquele ano em sua infância, e essa lembrança borbulhou em sua mente agora em querer que não aconteça com os filhos do velho que derrotou. A bondade do protagonista fez com que ele repetisse o mesmo do episódio anterior, encontrando novamente uma maneira de intervir na vida daquele que acabara de derrotar, talvez tentando fazê-la um pouco menos sofrível e o ajudando na medida do possível; E este foi o ponto inicial para um clímax de seu erro, do seu desenvolvimento.

A direção impôs, novamente, uma perfeita trilha sonora para representar os sentimentos de Rei naquele momento: O silêncio. Ao observar o velho se recusando a pegar o presente que comprou aos filhos de volta, com uma vergonha e pertubação interna por ter perdido e já não ligar tanto para os rumos de sua vida, usando o álcool como ponto de fuga, Rei chegou em seu limite; Explodiu lidimamente todos seus sentimentos para fora. Não aguentava mais se sentir culpado por adversários que se deixam ganhar tão facilmente, que não se esforçam e agem de maneira ao ponto de parecer que não se importam com derrotas neste que é o ganha-pão de suas vidas. Kiriyama não pode se culpar, o jovem se esforça pois foi o Shogi que ele abraçou com sua vida, ele se esforça nisso porque é a único incentivo que ele tem para si, então não se faz culpado se seus adversários são tão fracos e sem determinação.

Rei não pode ter mais pena dos outros, ele aprendeu desta vez e finalmente cresceu. Sabe muito bem que depende do Shogi que é sua única força, e sua fera anterior que anseia pela sua sobrevivência fala mais alto nas partidas. Aguardarei então para que em seu próximo encontro com Kyouko haja uma reação positiva para o protagonista.

Avaliação: ★ ★ ★ ★ ★ (++)


***

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