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Youjo Senki #12 | Impressões finais e Review


E chegamos ao fim.


O último episódio da série envolveu conflitos humanitários com uma reflexão da protagonista em ver aqueles motivos banais que já conhecemos sobre o homem sentir ódio, e por isso existir a Guerra. Literalmente foi um "acabou mas não terminou", pois bem no fim do episódio resolveram voltar com a adaptação da light novel, mostrando a filha daquele vilão querendo se alistar para vingar-se de Tanya. 

Acabara o anime com um puta cliffhanger, para quê? Já que este foi o episódio final, não me aprofundarei nele e irei logo para o review.

Avaliação: ★ ★  ★ ★


Review do Anime


Youjo Senki é uma narrativa falha, que constitui-se unicamente de um garota indo para a Guerra, sem demais desafios em torno de sua aventura para tornar-se do mais alto escalão do exército ao mesmo tempo que junta um esquadrão mágico. A protagonista, garotinha que possui o espírito de demônio dentro do corpo, mostra várias inconsistências durante o prolongamento da série, de mudanças súbitas de personalidade que variam de sadismo a uma postura comportada. Tais explicações poderiam ser advindas da obra original, ou simplesmente deixadas nas entrelinhas, como podendo ser afetadas pela tal entidade X que a perturbou, assim como pela mudança entre os universos.


A falta de exploração de outros personas, como da assistente loli, por exemplo, deixam o anime ainda mais monótono somando com o fato da falta de desafio, de repetidos episódios da Tanya indo ao campo de batalha fazer massacre. A partir do terceiro episódio, em que já vimos o passado e o repentino desenvolvimento que fez a loira sádica subir de patente mais rápido do que seria possível com sua idade de nove anos, estes tais eventos monótonos e sem desafio começam e a partir do sete, o anime para de seguir a novel entrando em um ritmo desconfortante de fillers. Sua segunda metade começa ficar muito grotesca em erros, o roteiro no geral é muito falho, não só na dificuldade em criar bons desafios, mas na falta de exploração de personagens e desfechos forçados ou ilógicos que simplesmente aconteceram sem uma razão sólida. O que dizer do soldado da trupe de Tanya, aquele loiro, que parecia ter sido morto no fim do episódio dez, mas que surgiu aleatoriamente com um sorriso no rosto no onze?


Se não fosse apenas por isso, somos apresentados a uma tremenda produção atrasada do novíssimo estúdio NUT que se sobressai muito na segunda parte. O estúdio arriscou-se mais do que nunca para fazer essa adaptação. Foram corajosos, mas irresponsáveis. Aonde já se viu um estúdio novo começar assim, sem base financeira e já pegando um anime de temporada sozinho para levar para casa? A produção atrasou tanto que durante esses doze episódios houve uma semana de recap, além de outra sem episódio algum. 

O estúdio é novato, tem algum potencial, mas não devia ter se empurrado tanto à beira de um precipício por um único projeto, normalmente os estúdios iniciantes só trabalham apoiando estúdios maiores, ou fazendo pequenos projetos para então conseguirem algum espaço e base financeira para iniciar seus próprios trabalhos individuais. 

As consequências do NUT foram episódios extremamente inconsistentes, da utilização de um CG horroroso até algumas cenas em 2D bem feitas, em alguns casos por auxílio de animadores externos que ajudaram no projeto. É provável que o estúdio seja marcado por Youjo Senki, perdendo confiança e credibilidade em suas próximas adaptações por todos os motivos já apontados.



O anime acaba com uma grande cara de continuação, por desvincular-se dos fillers e voltar a seguir a sua obra original mostrando o que deveria ter acontecido no episódio sete, uma grande jogada de marketing para atrair os curiosos leitores que anseiam em saber o que acontece depois para a light novel. Foi covarde ao ponto de não dar uma conclusão, ou pelo menos um último diálogo, entre Tanya e a entidade X.

Se vale a pena assistir? Depende. Se você procura um entretenimento que foque em ver uma garota louca que ignora várias lógicas de Guerra simplesmente para matar inimigos alheios durante 85% da série, sim. Se você quer uma trama com bom roteiro, boas explicações, boa produção e uma narrativa mais séria e coesa ao que refere-se ao campo de batalha em meio a uma Guerra, não.


Direção: 7/10
Roteiro: 6/10
Animação: 6/10
Soundtrack: 6.5/10
Entretenimento: 6/10

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