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Darling in the Franxx #1 | Análise Semanal


Como seria o resultado de dois grandes estúdios trabalhando juntos, A1 + Trigger? Seria como uma dupla que não sabe brincar, ganha facilmente dos outros e só fica limitada a sua imaginação. É um estado para poucos animes e está se tornado um caso raro onde não existe cenas mal feitas.



Minhas expectativas neste anime eram para algo com muitas referências (bom para os extras), cenas fluidas, ângulos de filmagens ousados e uma história somente para manter a atenção. O elenco era uma incógnita, e para a minha surpresa tudo foi cumprido e o elenco se mostrou superior, em particular a zero dois foi inovadora.

A animação é a grande recompensa, são cenas normalmente complicadas e difíceis de se animar, como a cena do Hiro correndo. Ela necessitou de noção de como criar a sensação de profundidade no personagem enquanto o ângulo muda, e de brinde ao fundo estava acontecendo uma batalha, tudo se encaixou para conseguir este resultado - poucos ou somente um animador deve ter  trabalhado na cena.


Algo que raramente acontece, caso vários animadores se juntem, é o design começar a deformar e destoar porque são várias pessoas com noções diferentes compondo um mesmo personagem, duas ou mais pessoas nunca vão trabalhar da mesma forma e vão gerar inconsistência do design. Para acompanhar, não poderia faltar trilha sonora que a cereja do bolo e está ausente ou fraca na maioria das produções (trilha sonora não conta a abertura e encerramento).

Deixando a belíssima produção de lado, a história apresentou ser objetiva ou “fazer o hiro voltar a pilotar”, esta passagem em mechas sem drama atualiza aquele modelo Eva e Shinji atendendo aos pedidos de quem nunca gostou do pesado drama. Isto também condiz com os modelos de sucessos da atualidade, pessoas querem ver felicidade e o sucesso de Your Name comprova isto.


Já a dona zero dois é inovadora, ela não precisa daqueles estereótipos para se vender, não é tsundere, não é moe, nem tem cabelo preto e por isto não é séria - tanto é que no primeiro episódio temos um beijo. É uma personagem que se faz por ações, não por frases e suposições e em uma indústria onde são raros estes casos é muito bom ver alguém como ela.

A relação dos dois será um importante pilar no anime pois será uma fonte de drama e onde tudo se resolve, claro que os outros casais também serão micro grupos funcionais com suas próprias qualidade e defeitos, mas juntar todos e fazer todos se relacionar é quase impossível é muita gente e demanda tempo.


O que pode vir a ocorrer é um foco em cada grupo por episódio e em poucos episódios todos se juntando. Outro grande acerto na estreia foi na coragem de não precisar do Cliffhanger, o diretor sabia que já estávamos conquistados não precisava deixar de mostrar o poder de animação deles.

Em resumo é uma ótima estreia dentro dos padrões Trigger e A1, do qual recomendo para qualquer pessoa, seja você amante de slice of life, drama, ação ou romance - o anime promete ter um pouco de tudo e ser bem detalhista e cheio de referências.


Extra:


Duas mudanças ocorrem nesta temporada em minhas análises semanais: não estarei fazendo Hakumei to Mikochi, mas sim de Darling in the Franxx, e não vou usar estrelas avaliativas para cada episódio, apenas a nota final do anime no review final. 

Para quem não sabe japonês então vamos ajudar num detalhe:

Code:016 - Hiro (hitotsu =1, roku = 6)

Code:703 - Naomi (nana = 7, som de 'o' = 0, mitsu = 3)

Code:015 - Ichigo (ichi = 1, go = 5)

Code:056 - Goro (go = 5, roku = 6)

O código de cada um é o nome deles, além disso "Hiro" é a pronuncia em japonês de "Hero" do inglês que é claramente Herói.

Mais uma cena boa:



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