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Em um mar de areia sem fim, Baleia de Lama é um navio em movimento composto por uma única civilização. Há os “marcados”, que são as pessoas com poderes psicocinéticas, mas que têm uma vida curta. Por outro lado, existem os “não marcados”, indivíduos que não possuem poderes mas têm uma maior expectativa de vida. 

É interessante notar que essas pessoas vivem em isolamento, então assim como nos elas não sabem nada sobre o mundo exterior. Os primeiros episódios estabeleceram uma configuração, que realmente deu a sensação de uma aventura shoujo fantasia. A Baleia de Lama vive em harmonia, mas isso muda após Lykos fazer sua aparição. Ela transforma a obra de uma história harmoniosa em uma historia de conflitos dramáticos. Isso leva a derramamento de sangue, dor e até mesmo a mortes. 

E esse derramamento de sangue começa com a chegada de um navio gigantesco chamado Skylos. O líder deste navio decide aniquilar todos os habitantes da Baleia de Lama. Entendemos mais tarde que os habitantes da Baleia de Lama foram exilados cem anos atrás. Mas por que foram exilados? Porque eles têm emoções. E é aqui que a obra parece desmonta. Se os habitantes do Skylos não têm emoções, então por que Liontari fica tão feliz em matar outras pessoas inocentes? E depois ainda vemos o capitão Araphne com medo dos poderes do Ouni.



Há uma explicação para o Liontari, que aparentemente tem emoções fortes. Honestamente, tenho a impressão de que esta explicação foi adicionada mais tarde, criada para apagar as inconsistências que não foram realmente previstas. 

No entanto, eu não tenho explicações para os outros personagens. Nous são supostamente para absorverem emoções, então por que vemos Oruka rindo? Por que vemos o capitão Araphne com medo quando ele conhece os poderes do Ouni pela primeira vez? Eles não deveriam ter emoções, eles deveriam ser apenas indiferentes.

Consigo entender que é difícil criar personagens sem emoções, mas neste caso por que o autor decidiu fazer uma diferença entre os habitantes da Baleia Lama e as outras populações? Ele se comprometeu a colocar toda uma população sem emoções, mas parece que ele ignora isso que ele mesmo criou.


Skylos decidiu deixar os habitantes da Baleia de Lama vivos e abandonar Lykos na ilha. Lykos era um membro de seu exército, no entanto Oruka prefere deixá-la na ilha para fazer uma experiência. Esta intenção, não me parece ter sentido nenhum e não leva a qualquer explicação racional. Oruka ainda promete voltar em alguns dias para aniquilá-los completamente. Tudo isso me parece apenas conveniência de roteiro. Além disso, os habitantes não têm o direito de chorar por seus mortos. Por quê? Nenhuma explicação credível. Todos eles choraram no final do episódio 3, e em vários outros momentos; e não há nenhuma consequência. Não vejo qualquer maldição ou azar para os personagens que choram. Aparentemente é algo supersticioso, mas seria muito mais interessante dar alguma base a essa superstição, como consequências.  

Mas se tem uma coisa que é digna de elogios é a direção artística. Adaptado pela J.C.Staff, este anime realmente se destacou no departamento de arte. A utopia como a Baleia de Lama é retratada é muito eficiente, conseguindo passar a sensação de uma sociedade perfeita onde tudo funciona como uma engrenagem (antes do encontro com a Lykos). 

Das simples roupas dos personagem para espetáculos naturais, é uma visão aconchegante aos olhos. A Baleia de Lama em si também é decorada com características coloridas, tais como as partículas de areia e estéticas naturais. A ficção desse mundo dá a impressão de que é um anime shoujo com fantasia, onde tudo brilha de forma etéreo. 

A trilha sonora é bela, dando o tom de armonia e de que tudo canta e dança com a obra de forma perfeito. Mas irei falar mais sobre esses aspectos nas avaliações abaixo.


Avaliações:

*Direção: Acredito que um dos maiores problema é a direção e o roteiro. O roteiro já cria uma historia muito linear, e ainda temos uma direção que deixa tudo mais parado ainda. Não é como se não acontecesse nada no anime, mas a direção deixa essa sensação de estagnação. Nota: 4  (Fraca)

*Roteiro: Vários furos, portando vairas conveniências de roteiros que a obra precisa para a trama avançar. Já citei vários dos aparente furos de roteiros e conveniências acima na analise. Nota: 3 (Ruim)

*Produção Visual: A direção artística é verdadeiramente sublime e original. Os desenhos dos personagens dão um senso de inocência, vulnerabilidade e juventude. O sangue não é apresentado na ideia de choque, mas sim como uma forma de ilustrar a realidade da morte. As partículas de areia são incríveis, a forma como deixaram a areia muito parecida com a água é lindo. Nota: 7 (Bom)

*Soundtrack: Bonito e harmonioso. É assim que eu descreveria as músicas temas da obra e o tom geral da OST. Os elementos técnicos da trilha sonora é excelente para caber com os gêneros deste anime. O diretor de som Jin Aketagawa (conhecido por seu trabalho em algum outras série de fantasia) me impressionou com a direção geral. A sincronização da trilha sonora com algumas das cenas mais emocionais foi excelente. Nota: 7 (Bom)

*Entretenimento: A historia é incrivelmente linear, o que deixa ela além de maçante entendiante. Não temos o devido sentimento de que a obra tem algo relevante para entregar, e no fim isso se prova verdade. Nota: 2 (Horrível)

Impacto Emocional: 4 (Fraco)



Conclusão:

A escrita desta obra é decente em sua maior parte. Ela se esforça no departamento de diálogo, às vezes saindo bastante desajeitado em algumas partes - dando a impressão que é um escritor iniciante que está tenta escrever de forma grandiosa. Mas você percebe o esforço da escrita, o que é louvável.   

No fim, a obra é decepcionante. Esperava algo pelo menos mediano. E o final é insatisfatório não respondendo várias perguntas. Kujira no Kora realmente se esforça para ser algo acima da media, tanto em sua escrita quando em sua arte, tudo pende para uma coisa artística, mas a unica coisa onde a obra se sobressai é em sua direção artística. Todo seu conteúdo é linear, e seu roteiro é carregado de conveniências. Kujira no Kora é belo, mas tem um roteiro sórdido com uma direção monótona, o que deixa a obra demasiada chata; perdi a conta de quantas vezes eu bocejei vendo o anime, e de quantas vezes me peguei olhando para ver se faltava muito para terminar o episodio. 



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