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Darling in the Franxx #5 | Análise Semanal


Antes devemos repensar o quão perigoso é pilotar com a 02 e reavaliar até o nome da música de abertura “kiss of death” ou “Beijo da Morte”, era realmente o alerta, também é o melhor momento para notarmos como cada personagem compõem a cena e quais os significados por trás disto tudo.



Este não seria exatamente o primeiro momento onde vemos a importância e significado da posição ou lugares onde eles se sentam ou deixam de sentar, iniciou-se no episódio 2 e era sutil e somente agora tivemos dois casos inter-relacionados ao que considero o tema principal da obra, o papeis de gênero.
A primeira cena temos todos sentados em sofás ilhados e alguns de pés, as garotas no delas e os meninos no deles, exceto Hiro sozinho isolado acompanhado por Goro seu amigo mais próximo e Zorome o “rival” indispensável mais ao lado de pé, e fora da cena o mais distante de todos inclusive da equipe o Mitsuru, esta “distância” significa o quão próximo eles estão de Hiro e que ele está sozinho.

Além de insinuar “garotos e garotas não se misturam”, mesmo eles querendo por vezes, as mesas não deixam, as regras não permitem porque quem os fez não os quer namorando e amando, a próxima cena no ângulo certo cria uma “mesa única”, mas ela não é unificada e eles começam a suspeitar, talvez pela influência da 02, se tudo aquilo faz sentido.
O papel de gêneros se faz nestes pontos, garotas não ocupam lugar do homem e são meras ferramentas nesse caso para pilotar, o ecchi faz da mulher outro tipo de ferramenta e ter um episódio quase sem ecchi com a 02 tomando o lugar do homem e fazendo os outros duvidarem daquilo, mostra a artificialidade daquela realidade e das próprias regras nossa e deles. Onde as emoções quase nunca condizem com elas, afinal até eles querem aproveitar o seu Darling ou talvez Honey e esse sistema não deixa por bobagem.

Curiosamente começamos a perceber com a “operação Kiss” as diferenças entres as equipes e as peculiaridades, os Franxx diferentes, o comportamento mais humano ou menos frio, alguns destes fatos indicam o real motivo de terem “feito” eles. É cedo para afirmar se Hiro e os colegas são Homúnculo (humanos artificiais/criados de vida curta), a outra equipe é sim do tipo e sabem o que são, por isso o rumor sobre “se tornar humano” não é realidade para eles. Assim é mais provável a teoria da equipe do Hiro inteira ser especial ou algum experimento novo com a outra sendo só possíveis candidatos a vítimas na próxima luta.
E novo mesmo nasceu no peito do protagonista, mas como sabemos protagonista não pode morrer no meio da obra, então suspeito de aquilo ser somente uma evolução dele para acompanhar a 02, ou em termos leigos ele perdendo sua humanidade e se tornando um Oni Azul para combinar à Oni vermelha (Oni é demônio em japonês e é uma das leituras do nome da 02).

Por outro lado, a Oni vermelha se tornou mais humana, a disputa no final é algo amoroso e novidade para todas as crianças, Ichigo ainda quer pilotar com o Darling dos outros e o Goro não quer ver ela fugindo, por isso eles se perguntam “que sentimento é este? ” Isto se chama ciúmes e é exatamente por isto que 02 fica brava com a Ichigo, esse é um momento para demonstrar traços mais humanos e normais a alguém com pouco DNA humano.

Para finalizar vale ressaltar o trabalho da diretora de episódio Noriko Takao que mesmo sem colocar ação produziu belos enquadramentos e cenas interessantes, como a cena sentimental da gota, a aranha e a da chuva, afinal são esses detalhes que dão um gostinho extra ao ver Darling. Na animação , aquelas diferenças que vimos nos estilos foram por causa de alguns ilustres animadores que trabalham neste capítulo, alguns facilmente reconhecidos por terem feito Occultic Nine por exemplo. No mais, é isso; belo episódio e vamos ver como será a mutação do Hiro.

Extra:

Para verem mais das cenas da Noriko recomendo olhar este tweet.

Os uniformes fazem alusão ao cromossomo do homem, o Y (invertido), e da mulher, o X:

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