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Violet Evergarden #4 | Análise Semanal



Neste quarto episódio tivemos mais uma história original. E mais uma vez, o problema principal não está em ser uma historia original, mas sim por ter um roteiro fraco e muito repetitivo. É inegável que Violet vem fazendo um claro progresso como personagem, todavia este já é o quarto episodio onde no climax Violet explica novamente o motivo para se tornar uma boneca Autômata de Automemórias.  Uma obra precisa deixar claro os objetivos de seus personagens, mas você não precisa fazer isso com diálogos expositivos, ainda mais em todo episodio! É preciso construir gradualmente este foco/objetivo com as ações da protagonista. É irritante a forma como a obra quer deixar tudo explicado da forma mais simples e enfática possível.  
"Eu virei automata para entender o que o major quis dizer com "eu te amo""
E mais, este é também o quarto episódio onde todos reagem com espanto quando Violet tira suas luvas para revelar suas mãos mecânicas. A obra está cada vez mais dando a impressão de seguir uma fórmula básica, e somente ir preenchendo algumas lacunas.   

Como falei no final da ultima analise, para Evergarden conseguir ascender a algo minimamente interessante é preciso primeiro ela sair dessa estrutura segura em que se encontra.  Porem não vejo promessa de tal. 


Provavelmente não ajuda este episodio o fato que a história da Iris se sente trivial em comparação com a da semana passada de Luculia. Embora no início do episódio Iris relate algumas das conexões de sua própria família com a guerra, aparentemente a guerra nunca a afetou diretamente. 

Em vez disso, seus problemas são puramente pessoais. No fim, Iris é pintada como uma personagem puramente imatura, ao ponto de ao ver sua velha paixão se jogar em um ataque dramático, e isso em meio a sua festa de aniversário.

Para alguém tão interessado em provar para sua família sua maturidade e independência, ela assumiu uma postura bem estranha. E em cima dessa imaturidade e trivialidade, mais um vez, a obra tenta empurrar uma comoção forçada. Jogando sua ost melodramática e suas reações exageradas, que talvez possam pegar algumas pessoas. Gosto das expressões dos personagens, são tão vivadas e tão expressivas, todavia a falta de uma boa escrita recheando estes momentos é o que os estraga. 

No final do capitulo, novamente, Violet escreve uma carta. Na carta, Iris expressa adequadamente o seu desejo de voltar para a cidade e continuar no caminho que ela escolheu. Ela é grata a seus pais por todo o seu amor, e pede desculpa por fazer eles se preocuparem. 

No momento em que os pais da Iris terminam de lê, eles estão perto de lágrimas; e assim a obra quer que o telespectador também fique, mas eu só pude revirar os olhos. 

Antes de voltar para Leiden, Iris ganha um buque de iris, que estavam florescendo quando ela nasceu sendo o motivo de seu nome. Violet, então, se lembra que o major fez a mesma coisa com ela. Gilbert viu uma robusta violeta solitária ao longe, iluminada pelo sol, e decide que esse seria o nome perfeito para a personagem. É um bom momento mais pelos valores de produção do que pela escrita em si, ainda assim é uma boa cena. 

Não tem muito mais o que falar de um episodio simples, e principalmente trivial, como este. Violet Evergarden continua sem qualquer faísca de inspiração. Eu realmente queria gostar de Evergarden, mas até agora não está sendo nada mais que uma serie sem qualquer paixão no que faz - o que é uma pena pelo potencial dessa produção. 


Avaliação:    ★ ★ (++)

***

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