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Violet Evergarden #6 | Análise Semanal



Este episódio de Violet Evergarden apresentou a Província de Justitia, uma nova localidade onde Violet e outras 79 bonecas foram convocadas. Lá, as 80 bonecas são emparelhados com 80 homens do Departamento de Manuscrito, com o objetivo de empreenderem um enorme esforço transcrevendo livros antigos. 

O episódio adaptou a quarta história do volume 1 da Light Novel, chamada "The Scholar and the Auto-Memories Doll". 

O capitulo se concentra no arco do jovem chamado Leon, que é claramente um personagem do tipo oneshot, todavia ele é o primeiro personagem na obra a mostrar sentimentos românticos óbvios por Violet, o que a leva a revelar um lado de si mesma que ela nunca mostrou antes. Aprendemos logo no início que  Leon abriga uma desconfiança inerente a todas as Bonecas de Auto Memorias, acreditando que é uma "profissão cheia de mulheres que esperam um dia se casar por dinheiro". 

Ele é um personagem bem comum, nada incrível ou digno pelo fato de ser o tipo de personagem que você veria em qualquer outra série. Violet mostra a mão robótica para começar a digitar como sempre faz, Leon fica inicialmente surpreso tanto pela mão quanto pelo fato da personagem conseguir escrever tanto; mas até o momento estamos apenas sentados com nada de novo. 
Um componente muito comum desta série, que tem sido usado em todos episódios, é como os clientes da Violet têm sempre de alguma forma algum tipo de relevância para a situação da personagem. 

Não me interpretem mal, isso é bom porque dá uma sensação que esses episódios não são uma perda de tempo. Um exemplo disto é o passado do Leon, que serve justamente de ligação com a protagonista. Leon foi separado de seus país, e quando pensamos sobre separação a ligação que fazemos é da Violet com o Major. Até mesmo a protagonista diz em uma cena que os dois são muito parecidos.  

Fiquei bem aliviado por esse episodio ser diferente de qualquer outra missão que a Violet fez até o momento, alguns podem pensar que a natureza impessoal de transcrever livros antigos não lhe proporcionaria a mesma visão, do amor e de outras emoções humanas, se comparado com escrever cartas. No entanto, Leon conseguiu fazer Violet, finalmente, refletir sobre seus próprios sentimentos. Mas essa reflexão da protagonista sobre o Gilbert entra em um outro ponto. 
Acredito ainda não ter comentado sobre a personalidade robótica da Violet, pois bem: O problema central de Evergarden é o fato de que a própria Violet é uma personagem muito chata com um arco de personagem demasiado clichê. 

O crescimento frígido de Violet não é interessante, isso porque há muito pouco lá -basicamente sua humanidade é apenas contida em seus sentimentos pelo major, e isso é de uma superficialidade gigantesca. E este episodio reforça esse ponto, que tudo que a Violet é esta apoiado no Major, ela não tem camadas e nenhum tipo de característica que a deixe minimamente interessante. 

Este episódio teve um ritmo, de forma negativa, muito rápido para mim. Cheio de momentos picotados que não tem uma finalização adequada. O personagem apresentado é sem tempero e com um arco extremamente genérico, assim como o arco da protagonista. Os visuais continuam exuberantes e detalhados, mas em última instância, considero o pacote inteiro sem alma e um pouco aborrecido sem qualquer faísca de inspiração. Eu realmente queria gostar de Violet Evergarden, mas até agora, pelo menos, é uma grande "qualquer coisa" para mim.


Avaliação:    ★ ★ (++)
***


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