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Violet Evergarden #7 | Análise Semanal



O episódio de hoje nos coloca dentro da nação da Genetrix. É aqui que Violet vai encontrar seu mais novo cliente, Oscar Webster. Oscar é uma confusão para dizer o mínimo. Sua vida está em ruínas, mas mais uma vez Violet está prestes a mudar isso em um passe de magica. Embora seja bastante doloroso para Oscar recordar-se sobre o seu passado, ele ainda assim deseja completar uma história muito pessoal. O relato desse episodio contara a jornada de uma jovem que encontrara seu caminho de volta para seu pai, com a ajuda de Violet para ser essa ligação entre os dois.  

Por essa eu realmente não esperava, um episodio até que interessante de Violet. Sendo o primeiro episódio do anime que conseguiu finalmente entregar algum espetáculo e intensidade emocional. Com uma cena em seu climax sendo talvez o maior destaque de animação até o momento, enfim mostrando algo realmente palpável advindo dos altos valores de produção da serie.

Os paralelos entre Oscar e Violet são apresentados na primeira cena do episódio, quando um personagem de uma das peças de Oscar mata alguém e diz: "Eu devo viver com meu pecado para o resto da minha vida". Violet ficou completamente investida emocionalmente na última história de Oscar sobre uma jovem que não pode voltar para casa com seu pai, e insiste que Oscar deve terminar tal historia. Quando Violet diz: "Sinto que estou passando pela experiência, mesmo que nunca tenha acontecido comigo", Oscar diz que ela está experimentando empatia. Este é um aceno para um dos temas abrangentes de Evergarden: a ideia de que podemos experimentar os sentimentos dos outros através de palavras. Entretendo, a obra faz isso da maneira mais simples e sem refinamento possível, o que, ao meu ver, é um tremendo desperdício posto que a configuração da obra seria eficiente para falar sobre tais temas de uma forma bem mais elegante. 
Como o personagem na peça de Oscar, Violet deve viver com seus pecado pelo resto de sua vida. É interessante que, à medida que Violet aprende gradualmente a simpatizar com os outros, ela começa a perceber a gravidade de suas ações no passadas. Ela já matou outras pessoas antes. É bem comum para histórias de pós-guerra explorar o trauma e a culpa dos sobreviventes, mas por enquanto Evergarden é pouco convincente sobre o tratamento desses temas. Muito disso pela personagem Violet ser bastante robótica, tanto em personalidade quanto em progressão.

Por outro lado, a animação dos personagens deste episodio foi detalhada e complexa o suficiente para transmitir emoções precisas; eu realmente adorei a reação do Oscar, sendo uma expressão pungente em sua melancolia. O capitulo atingiu seu pico com a tentativa de Violet em pular através da água. O episodio não teve grandes sequencias iguais a do primeiro episodio, se comparado visualmente com o primeiro episodio deixando bastante a desejar. 

Mesmo assim, o anime não se demora em seus planos mais complexos, preferindo expressar as emoções dos personagens através de close-ups em seus rostos. Cada momento chave neste episódio teve algum acúmulo, e a animação detalhada dos personagens fez com que suas emoções brilhassem como nunca. Além disso, a trilha sonora finalmente se sente completamente em sintonia com a história contada, fazendo sentido estar ali. A trilha que vai gradualmente crescendo é uma escolha musical demasiada clichê para esse tipo de cenas, mas não acho justo cobrar tanto do anime. 
Vale mencionar o quanto as emoções da Violet mudaram, no sentido de que ela agora está começando a mostrar emoção que ela carecia no início desta série. Eu sei que nos últimos episódios ela já mostrou emoção genuínas, mas ver ela chorar da forma que fez nesse episodio foi um tremendo incomodo para min. Qualquer pessoa que tenha prestado atenção percebe que é um salto maciço na progressão da personagem. Ela primeiramente derrama lagrimas de empatia para o pai que perdeu sua filha para uma doença cronica, e em seguida demonstra um semblante de raiva para com Claudia. A falta de nuncia nessa progressão de sentimentos é latente para min.

No final tivemos a cena  onde Violet confronta Claudia depois de descobrir que aparentemente Gilbert já faleceu. Basicamente, Violet descobriu que a pessoa central por de traz de seus atuais objetivos já havia morrido, e todo esse tempo ela estava sendo enganada. Foi um bom momento para a revelação da morte do Major, visto que a obra deixa na ambiguidade a morte do personagem. Em nenhum momento o Claudia ou qualquer outro personagem pensam ou falam sobre sua morte, e a obra ainda deixa pistas em sua construção que ele poderia estar vivo. É uma estrategia de roteiro extremamente comum e eficiente para obras de suspense colocar uma certeza, sem de fato se mostrar certo, deixando o telespectador na duvida se o que aparentemente é obvio é realmente obvio.  O anime também poderia ter ocultado completamente a morte do Major, porém isso não funcionaria. Porque? Não haveria como o anime configurar o objetivo de Violet sem colocar que o Gilbert estava morto. 

Mesmo com ainda claros problema de escrita (falta de subtexto, desenvolver melhor os temas, nuncia na progressão da Violet e etc) no fim foi um 
bom episodio, ainda mais para Evergarden. Mesmo o capitulo em questão não me tocando achei ele bem resolvido, sabendo onde quer chegar e usando de bons artifícios para tal. Visualmente só ficou atras do primeiro episódio, cheio de reações expressivas que refletem vividamente os sentimento dos personagens. E a sequência da água foi bela, uma composição sublime que marca a primeira tentativa do estúdio em fazer a série ser um pouco mais pomposa; um dos (talvez o maior) destaques de animação mais impressionantes de toda a produção. 


Avaliação:    ★ 
***


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